Aquecimento F1: GP da Europa

22 de julho de 2007
Cidade: Nurburgring
Distância: 5.148 km
Recorde da pista: M. Schumacher – 1:29.468

Em 2006:
1. Schumacher
2. Alonso
3. Massa

Números

Piloto Recordista de Poles: Jim Clark, com 4
Piloto Recordista de Pódios: Schumacher, com 8
Piloto Recordista de Pontos: Schumacher, com 76
Piloto Recordista de Vitórias: : Schumacher, com 5

Equipe Recordista de Poles: Ferrari, com 14
Equipe Recordista de Pódios: Ferrari, com 38
Equipe Recordista de Vitórias: : Ferrari, com 14

Conheça melhor o circuito…

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Túnel do Tempo

1993: A melhor primeira volta da história

OBS: Como esse ano o GP será chamado assim (e não GP da Alemanha, per supuesto), optamos por falar de GPs da Europa. Vamos nessa.

Existem corridas que entram para a história por causa de uma manobra. Quem nunca ouviu falar do GP da Hungria de 1986, onde Piquet passou Senna por fora. Ou Bélgica, 2000, quando Hakkinen ultrapassou Schumacher com uma assustado Zonta no meio. Mas uma corrida em especial entrou para a história não por causa de uma manobra, mas sim por causa de várias em uma única volta. Em um outro GP da Europa.

Uma tarde chuvosa e fria no circuito de Donington Park, Inglaterra. Cenário ideal para Ayrton Senna mostrar sua habilidade em condições adversas. Não importava que sua McLaren, em 1993, não fosse párea para a magnífica Williams-Renault de Alain Prost, nem que seu motor Ford fosse de uma versão anterior ao engine da Benetton de Michael Schumacher. Senna estava pronto para mostrar ao mundo que ele ainda era o melhor e que merecia a chance de pilotar um carro à altura de seu talento.

As posições de largada foram decididas no treino oficial de sábado, disputado em pista seca. Sem maiores dificuldades, Alain Prost cravou a pole, seguido por seu companheiro na Williams, Damon Hill. Senna ficou em quarto, atrás de Schumacher: com isso, Prost começou a cantar vitória, dizendo que as ultrapassagens na chuva seriam difíceis.

Não para Senna. Quando a luz verde foi acesa, debaixo de uma fina garoa, Senna iniciou o que foi para muitos a mais incrível volta da história do automobilismo. Uma lição antológica de como controlar um Fórmula 1 no limite da aderência, sem visibilidade e contra adversários mais bem equipados.

O francês saiu na frente, seguido por Hill. Senna foi espremido por Schumacher e jogado para a zona de saída dos boxes. Com isso, ambos perderam a terceira posição para Karl Wendlinger. Mas Senna logo ultrapassou o austríaco da Sauber por fora. Numa velocidade fora do comum para aquelas condições, Senna chegou em Hill na curva McLeans e o deixou para trás sem dificuldades na curva seguinte, a Coppice. Abusando do controle de tração “fly by wire” da McLaren, Senna vinha de lado, corrigindo a direção como se pilotasse um kart.

Para ver uma sequência de imagens da ultrapassagem, veja este fórum.

Prost olhou no retrovisor e se assustou ao ver o carro branco e vermelho. Sempre soube o quanto Senna era bom no molhado. De repente, viu o bico branco da McLaren à sua direita ao contornar o grampo Melbourne, a última curva do circuito. Senna freou e contornou a curva com maestria, completando a primeira volta na liderança.

Na corrida em diante Senna troca de pneu por cinco vezes, um Prost desesperado tentando se manter na pista molhada troca oito vezes.

Chove e pára de chover umas trinta e cinco vezes. Num dos pits a Mclaren faz cagada e Senna fica mais de vinte segundos no pit. Prost volta a liderar, mas Senna consegue andar na chuva com pneu de seco mais rápido que Prost com pneu de chuva.

Barrichello, que impressionou, acabou sem completar a prova com quebra de seu carro a quatro voltas do final. já Senna venceu de maneira espetacular. O pódio foi formado por um eufórico Ayrton Senna junto com Damon Hill e um conformado Prost.

Aliás em uma entrevista, uma vez, Prost disse que foi depois dessa corrida que ele decidiu que era a hora de se aposentar, pois percebeu que já não tinha mais o mesmo ritimo de antigamente, e assim não teria mais como acompanhar Senna.

Fonte do texto: Cidade Internet – Esportes

Um abraço a todos e boa corrida!


Bárbara Franzin é jornalista e profissional de marketing em mídias sociais, tem 25 anos e fé que um dia o Felipe Massa chega lá.

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